Thursday, May 31, 2007

servidor PLESK

Um servidor plesk é um Painel de Controlo que permite que um utilizador inexperiente não necessite de ter muitos conhecimentos para gerir o seu alojamento. A ptUP é o tradutor oficial do Plesk para Português.

· Auto-Administração:
- Revendedor/Cliente: contas dispondo de uma grande quantidade de ferramentas e de serviços com a finalidade de gerir espaços e contas de alojamento de sites, dentro dos limites de utilização e permissões estabelecidos pelo administrador do servidor. Do mesmo modo, o revendedor de hospedagem define as permissões e restrições â administração dos clientes.
- Proprietário do domínio: nível que permite a administração total de um domínio dentro dos limites e permissões estabelecidos pelo revendedor ou pelo administrador do servidor.
- Utilizador de mail : nível que permite gerir uma simples conta de mail sob a autoridade do proprietário do domínio.
- Documentação Completa
- Ajuda on-line rápida que permite dar indicações sobre objetos do painel de controle.- Manuais de utilização on-line completos e detalhados por cada página.
- Guia de instalação.
- Línguas Suportadas
- O Plesk é um sofware multilíngua que permite ser concebido para instalar um número de línguas ilimitado.
- Existem packs das línguas: espanhola, catalã, francesa, chinesa, alemã, italiana, russa, etc.
- Os utilizadores individuais podem utilizar no mesmo servidor, a configuração individual da sua área de utilizador que desejarem, configurando os seus próprios parâmetros de trabalho tal como o numero de linhas dos relatórios, skin do Plesk, etc. e ainda poderão alterar a língua do Interface de Administração Plesk em qualquer momento.

Andreia Medeiros nº55

A linguagem XLM

Linguagem XML é a abreviação de EXtensible Markup Language (Linguagem extensível de formatação). Trata-se de uma linguagem que é considerada uma grande evolução na internet. Porém, para quem não é programador ou não trabalha com o uso de linguagens e ferramentas para a Web, é quase imperceptível as vantagens do XML. Este artigo se dispõe a tornar isso mais claro.
O XML é uma especificação técnica desenvolvida pela W3C (World Wide Web Consortium - entidade responsável pela definição da área gráfica da internet), para superar as limitações do HTML, que é o padrão das páginas da Web.
A linguagem XML é definida como o formato universal para dados estruturados na Web. Esses dados consistem em tabelas, desenhos, parâmetros de configuração, etc. A linguagem então trata de definir regras que permitem escrever esses documentos de forma que sejam adequadamente visíveis ao computador.
o XML utiliza tags (palavras-chaves e parâmetros) cada tag consiste em duas partes, uma que inicia e outra que fecha o comando. se uma tag é aberta e não é fechada, o XML, detecta-o, e a aplicação simplesmente pára. Percebe-se com esse exemplo, que o XML é uma linguagem altamente rígida. Isso pode até parecer uma desvantagem, mas se for, é compensada pela extensibilidade do XML. No XML, as tags são usadas para definir blocos de dados. O que isso quer dizer? Quer dizer que,

podem significar qualquer coisa que o programador desejar. Por exemplo,

podem significar peso, pessoa, nome, endereço, classe, carro, enfim, o que o usuário quiser que represente. Por essa característica, o XML é até considerado por muitos uma linguagem capaz de gerar outras linguagens, visto que quem define os comandos e suas funções é o programador. A praticidade é tanta que torna-se possível um usuário criar uma coleção própria de tags e aplicá-las nas páginas e documentos que desejar.

As empresas e instituições poderão usar a linguagem conforme a sua necessidade. Entre as funções principais do XML, tem-se:
· Descrever dados;
· Apresentar dados em algum formato, como HTML;
· Transportar dados;
· Trocar dados de forma transparente entre plataformas diferentes.
A extensibilidade do XML é tanta, que muitas corporações vêm adicionando funções XML em seus produtos, como a Microsoft, Oracle, IBM, Google e Sun.
Andreia Medeiros nº55

Wednesday, May 30, 2007

Linguagem XML

XML (eXtensible Markup Language) é uma recomendação da W3C para gerar linguagens de marcação para necessidades especiais.

É um subtipo de SGML (acrónimo de Standard Generalized Markup Language, ou Linguagem Padronizada de Marcação Genérica) capaz de descrever diversos tipos de dados. Seu propósito principal é a facilidade de compartilhamento de informações através da Internet. Entre linguagens baseadas em XML incluem-se XHTML (formato para páginas Web), RDF, SMIL, MathML (formato para expressões matemáticas), NCL, XBRL, XSIL e SVG (formato gráfico vectorial).

Estimulado pela insatisfação com os formatos existentes (padronizados ou não), um grupo de empresas e organizações que se auto denominou World Wide Web Consortium (W3C) começou a trabalhar em meados da década de 1990 em uma linguagem de marcação que combinasse a flexibilidade da SGML com a simplicidade da HTML. O principio do projecto era criar uma linguagem que pudesse ser lida por software, e integrar-se com as demais linguagens. A sua filosofia seria incorporada por vários princípios importantes:
• Separação do conteúdo da formatação
• Simplicidade e Legibilidade, tanto para humanos quanto para computadores
• Possibilidade de criação de tags sem limitação
• Criação de arquivos para validação de estrutura (Chamados DTDs)
• Interligação de bancos de dados distintos
• Concentração na estrutura da informação, e não na sua aparência

O XML é considerado um bom formato para a criação de documentos com dados organizados de forma hierárquica, como se vê frequentemente em documentos de texto formatados, imagens vectoriais ou bancos de dados.
Pela sua portabilidade, um banco de dados pode através de uma aplicação escrever em um arquivo XML, e um outro banco distinto pode ler então estes mesmos dados.

Elaborado por:
Alexandra Leal nº52
Catarina Oliveira nº57

Thursday, May 24, 2007

Machintosh

Macintosh, ou Mac, é o nome dos computadores pessoais fabricados e comercializados pela Apple Computer desde janeiro de 1984. O nome deriva de McIntosh, um tipo de maçã apreciado por Jef Raskin. O Macintosh foi o primeiro computador pessoal a popularizar a interface gráfica (GUI), na época um desenvolvimento revolucionário. Ele é muito utilizado para o tratamento de vídeo, imagem e som.


Macintosh 512 KB
Os primeiros modelos foram construídos em torno dos microprocessadores da família 68000 da Motorola. Com o surgimento de arquiteturas mais poderosas, a partir de 1994 foi empregada a família de processadores PowerPC da IBM e Motorola. Em 2006, uma nova transição ocorreu, com a adoção de processadores Intel, da família Core.
Em Setembro de 2006, três diferentes processadores são utilizados nos diferentes modelos de Macintosh à venda:
• Core Solo: processador menos poderoso, usado em modelos mais simples de Mac Mini
• Core 2 Duo: processador voltado para uso em notebooks de alta performance, usado em Mac Mini, MacBook, MacBook Pro e iMac
• Xeon 5100: processador voltado para uso em servidores, usado na workstation Mac Pro e nos servidores Xserve.
Os Macintosh funcionam normalmente com o sistema operacional Mac OS, mas outros sistemas também são disponíveis, como o Linux ou FreeBSD. Um cluster de PowerMacs G5 apelidado de Big Mac era um dos computadores mais rápidos em 2003.
Origens
As bases do projeto Macintosh surgiram no início de 1979 com Jef Raskin, que imaginou um computador fácil de utilizar e barato para o grande público. Suas idéias foram repertoriadas no O Livro do Macintosh.
Em dezembro de 1979, Jef Raskin foi autorizado a lançar o projeto e começou a procurar um engenheiro capaz de construir o primeiro protótipo. Bill Atkinson, um membro do projeto Lisa, apresentou-o a Burrell Smith, um técnico que acabara de ser contratado naquele ano. Segundo certas fontes, Bill Atkinson teria dito a Jef Raskin: “Jef, this is Burrell. He's the guy who's going to design your Macintosh for you.”

O primeiro protótipo
O primeiro protótipo de Burrell Smith obedecia às especificações de Jef Raskin: tinha 64 KB de memória, utilizava o lento microprocessador 6805E da Motorola e tinha um monitor de 256 x 256 pixels em preto e branco. Bud Tribble, um programador trabalhando no projeto Macintosh, propôs que se adaptassem os programas gráficos do Lisa e perguntou se seria possível integrar o processador Motorola 68000 do Lisa no Macintosh, mas mantendo o baixo custo de produção. A partir de dezembro de 1980, Burrell Smith desenvolveu uma placa que continha não somente um processador 68000, mas que, além disso, o fazia rodar a uma freqüência de 8 MHz em vez de 5 MHz. Ele tinha também um monitor com 384 x 256 pixels. Esta máquina utilizava menos controladores de memória que o Lisa, tornando sua fabricação bem mais barata.

Steve Jobs e o PARC
O projeto inovador do Macintosh atraiu a atenção de Steve Jobs, que saiu do projeto Lisa com sua equipa para se concentrar no projecto Macintosh. Em janeiro de 1981, ele tomou a direção do projeto, forçando Jef Raskin a deixar o mesmo.
Steve Jobs tinha visitado os laboratórios de desenvolvimento da Xerox em Palo Alto (Palo Alto Research Center, o PARC) em dezembro de 1979, três meses antes do lançamento dos projetos Lisa e Macintosh. Tendo descoberto que a Xerox desenvolvia uma tecnologia de interface gráfica, ele havia negociado essa visita em troca de ações da Apple. É evidente que essa visita influenciou muito Steve Jobs no desenvolvimento do Lisa e do Macintosh.

Lançamento
O Macintosh foi lançado em 24 de janeiro de 1984, com um preço de US$ 2495. Vinha equipado com 128 KB de memória (por isso é conhecido hoje como Macintosh 128k, para diferenciá-lo de modelos posteriores, também chamados Macintosh) e rodava com o sistema operacional Mac OS.
Apesar de uma acolhida entusiástica, ele era radical demais para alguns: como a máquina era construída em torno da interface gráfica, todos os programas em linha de comandos existentes tiveram que ser completamente adaptados. Isso contrariou a maior parte dos desenvolvedores de software, sendo a causa principal da falta de programas para o Macintosh no início.

O PowerPC
No início dos anos 1990, a aliança Apple Computer - IBM - Motorola anuncia a série de processadores PowerPC a arquitetura RISC. Os primeiros Macintosh utilizando o PowerPC surgiram em 1994. Devido à incompatibilidade dos processadores PowerPC e 68000, todas as aplicações Macintosh tiveram de ser reescritas, inclusive o sistema operacional Mac OS. A Apple, reconhecendo o problema, desenvolveu um software emulador para rodar programas escritos para a família 68000 nos PowerPC, mas essa solução intermediária tornava as aplicações bem mais lentas do que os programas compilados diretamente para o PowerPC. À medida que o tempo foi passando, cada vez mais programas foram sendo desenvolvidos diretamente para o PowerPC, e o uso do emulador tornou-se desnecessário. A escolha de utilizar processadores a arquitetura RISC em vez de CISC (como os x86 da Intel) foi (e ainda é) uma decisão controversa.

O iBook
O que um chip Intel faz dentro de um Mac?
Em junho de 2005, Steve Jobs surpreende o mundo da informática ao anunciar que a Apple estava prestes a trocar os processadores PowerPC de seus computadores por processadores da Intel. A razão alegada por Jobs é o desempenho decepcionante dos PowerPC da IBM e Motorola. Os primeiros modelos de Macintosh equipados com chips da Intel apareceram à venda em janeiro de 2006: o MacBook Pro e o iMac, ambos equipados com o processador Intel Core Duo. A Apple anuncia que o MacBook Pro é quatro vezes mais rápido do que o PowerBook G4, e o iMac duas vezes mais rápido que o iMac G5. A frase de campanha comercial da Apple para os novos modelos, bastante provocante, é: "O que um chip Intel faria dentro de um Mac? Muito mais do que já fez em qualquer PC."

Boot Camp
Em 5 de abril de 2006 a Apple anuncia a disponibilidade de Boot Camp, uma colecção de tecnologias que auxilia usuários na instalação de Windows XP Service Pack 2 (edições Home ou Professional) em computadores Macintosh baseados em processadores x86. A Apple acredita, com esse lançamento, que Boot Camp torne o Mac ainda mais atraente para os usuários de Windows que consideram a possibilidade de trocar seu PC por um Macintosh.

Arquitectura
O sistema operacional, originalmente chamado the System Software ou System, tornou-se oficialmente conhecido como Mac OS na versão 7.6 (apesar de, mais precisamente, a versão 7.5.1 ter sido a primeira a mostrar o logo Mac OS e ser a primeira versão do Mac OS sob este nome). Em Março de 2001, a Apple introduziu um sucessor moderno e mais seguro, baseado no sistema operacional Unix, o Mac OS X (o X é pronunciado "dez", sendo um número romano).
Desde o seu início, o Macintosh introduziu ou popularizou um grande número de inovações adotadas mais tarde por outros PCs e sistemas operacionais.
Inovações introduzidas ou popularizadas com o Macintosh original:
• Uma interface gráfica, ícones, um desktop, etc.
• O uso do mouse
• O clique duplo (double click) e o drag-and-drop (clicar-e-arrastar) para realizar ações com o mouse.
• WYSIWYG em edição de texto e gráficos ("what you see is what you get" - “O que você vê é o que você obtém”)
• Nomes de arquivo longos, com espaços e sem extensão (até 31 caracteres antes do Mac OS X, aumentado para 255 caracteres com o Mac OS X)
• O leitor de disquetes 3.5" de série
• Áudio de série, incluindo um alto-falante de qualidade
• Design industrial estético e ergonômico (melhorado com os modelos mais recentes, particularmente o iMac original em 1998)
Inovações introduzidas ou popularizadas com os Macintosh mais recentes:
• A impressora laser PostScript
• Publicação pessoal (Desktop publishing)
• Programação pelo usuário através do HyperCard e AppleScript
• A interface SCSI (Mac Plus, 1986)
• Entrada de Áudio de série (Mac IIsi & Mac LC, 1990)
• Leitor de CD-ROM de série (Quadra 900, 1991)
• Um ambiente de trabalho único distribuído em diversos monitores
• Suporte Ethernet de série (Quadra 700 & 900, 1991)
• Universal Serial Bus, a popular entrada USB que substituiu diversas outras, se tornando um padrão mundial e atualmente usada em Pen Drives e MP3 Players.
• FireWire, também conhecido como IEEE 1394, um standard desenvolvido pela Apple e promovido também pela Sony sob o nome iLink (G3 Azul e Branco, 1998)
• rede sem fio IEEE 802.11b e IEEE 802.11g (wireless networking), denominados comercialmente AirPort, AirPort Extreme, e AirPort Express pela Apple (iBook original, 1999)
• O abandono do leitor de disquetes (iMac original, 1998)
• O primeiro computador disponível comercialmente a se basear principalmente no USB para a conexão de periféricos. (iMac original, 1998)
• Arquitetura RISC na forma do processador PowerPC, desenvolvido conjuntamente pela Apple, IBM e Motorola (Power Macintosh 6100, 1994)
• O primeiro leitor DVD-R a preço popular ("SuperDrive", Power Mac G4, 2000)
• Monitores planos de série (iMac G4, 2002)
• Primeiros notebooks com mouse de série e teclados externos (série PowerBook 100, 1991)
• Primeiro notebook com replicador de portas, para uso como desktop (PowerBook Duo, 1992)
• Primeiro notebook com monitor de tela larga (PowerBook G4, 2000)
• Primeiro computador pessoal a arquitetura 64-bit (PowerMac G5, 2003)
Modelos
• Mac Mini
• MacBook Intel
• eMac
• iBook
• iMac
• Macintosh 128K (o original)
• Macintosh 512K
• Macintosh XL
• Macintosh II
• Macintosh Plus
• Macintosh LC série
• Macintosh SE
• Macintosh SE/30
• Macintosh IIx
• Macintosh IIcx
• Macintosh IIci
• Macintosh IIsi
• Macintosh IIfx
• Macintosh Performa
• Macintosh TV
• Macintosh Quadra
• Macintosh Centris
• Macintosh Classic
• Macintosh Color Classic
• Macintosh Portable
• PowerBook
• PowerBook Duo
• PowerBook G3
• PowerBook G4
• Power Macintosh
• Power Macintosh G3
• Power Mac G4
• Power Mac G4 Cube
• Power Mac G5
• Xserve

Grupo:
Alexandra Leal nº52
Alexandra Araújo nº53
Catarina Oliveira nº57
Felícia Araújo nº58
Sara Lobão nº66
Susana Duarte nº67

História do Computador

Até o final dos anos 70, reinavam absolutos os mainframes, computadores enormes, trancados em salas refrigeradas e operados apenas por alguns poucos privilegiados. Apenas grandes empresas e bancos podiam investir alguns milhões de dólares para tornar mais eficientes alguns processos internos e o fluxo de informações. A maioria dos escritórios funcionava mais ou menos da mesma maneira que no começo do século. Arquivos de metal, máquinas de escrever, papel carbono e memorandos faziam parte do dia-a-dia.
Em 1975, surgiu oAltair 8800, o primeiro "computador doméstico". Vendido por uma pequena empresa do Novo México (EUA) em forma de kit para montar, custava cerca de U$ 400, não tinha teclado ou monitor e possuía apenas 256 bytes de memória. Apesar de sua capacidade irrisória, comparando com os padrões atuais, o "brinquedo" atraiu a atenção de centenas de pessoas que tinham a eletrônica como hobby.
Entre esses primeiros usuários estavam o calouro da Universidade de Harvard, William Gates III, e o jovem programador, Paul Allen, que juntos desenvolveram uma versão da linguagem "Basic" para o Altair. Pouco tempo depois, a dupla resolveu mudar o rumo de suas carreiras e criar uma empresa chamada Microsoft.
Nos anos seguintes, surgiram dezenas de novos computadores pessoais como o Radio Shack TRS-80, Commodore 64, Atari 400 e outros com sucesso moderado. Em 1976, outra dupla de jovens, Steve Jobs e Steve Wozniak, iniciou outra empresa que mudaria o rumo da informática: a Apple.
Criados na garagem de Jobs, os 200 primeiros computadores foram vendidos nas lojas da vizinhança a US$ 500 cada. Alguns meses depois, já em 1977, foi lançado o primeiro microcomputador como conhecemos hoje, o Apple II. O equipamento já vinha montado, com teclado integrado e era capaz de gerar gráficos coloridos. As vendas chegaram a US$ 2,5 milhões no primeiro ano de comercialização.
Com o sucesso do Apple II, vieram o Visicalc (a primeira planilha eletrónica inventada), processadores de texto e programas de banco de dados. Os micros já podiam substituir os fluxos de caixa feitos com cadernos e calculadoras, máquinas de escrever e os arquivos de metal usados para guardar milhares de documentos. Os computadores domésticos deixaram então de ser apenas um hobby de adolescentes.
Entretanto, até o começo dos anos 80, muitos executivos ainda encaravam os computadores pessoais como brinquedos. Além das mudanças de hábitos necessárias para aproveitar a nova tecnologia, os mais conservadores tinham medo de comprar produtos de empresas dirigidas por um rapaz de 26 anos que há menos de 5 trabalhava na garagem dos pais.
O uso profissional dos micros só deslanchou quando a IBM lançou o IBM-PC. A empresa dominava (e domina até hoje) o mercado de computadores de grande porte e, desde a primeira metade do século XX, máquinas de escrever com sua marca estavam presentes nos escritórios de todo mundo. O IBM-PC tinha um preço de tabela de US$ 2.820, bem mais caro que os concorrentes, mas foi um sucesso imediato. Em 4 meses foram vendidas 35 mil unidades, 5 vezes mais do que o esperado. Como observou o jornalista Robert X Cringley: "ninguém nunca tinha sido despedido por comprar produtos IBM". Os micros deixaram definitivamente de ser um brinquedo.
Em 1980, a IBM estava convencida de que precisava entrar no mercado da microinformática. Como não estava acostumada à agilidade do novo mercado, criado e dominado por jovens dinâmicos e entusiasmados, a gigantesca corporação decidiu que o PC não podia ser criado na mesma velocidade na qual ela estava acostumada a desenvolver novos produtos.
Por isso, a empresa criou uma força tarefa especial para desenvolver o novo produto. Assim, um grupo de 12 engenheiros liderados por William C. Lowe foi instalado num laboratório em Boca Raton, na Flórida, longe dos principais centros de desenvolvimento da corporação que, até hoje, ficam na Califórnia e em Nova Iorque.
As decisões desse grupo definiram os rumos da indústria dos computadores pessoais. A força tarefa resolveu usar componentes disponíveis produzidos por terceiros, como os processadores fabricados pela Intel. O único item patenteado e desenvolvido pela IBM foi o chip que cuida da comunicação entre os componentes do computador, o BIOS (Basic Input/Output System).
Assim, a IBM conseguiu desenvolver o PC em cerca de um ano, um recorde para a empresa e um sucesso imediato. Entretanto, não foi duradouro. Em 1982, três ex-funcionários da Texas Instruments criaram a Compaq Computer Corp com o objetivo de criar um computador portátil compatível com o PC. Como quase todas as partes do microcomputador podiam ser compradas em qualquer loja especializada, o principal desafio era copiar o chip do BIOS sem violar a lei de patentes.
Foi usada uma técnica conhecida como engenharia reversa. A idéia é simples: contratam-se alguns engenheiros para examinar e registrar tudo o que o componente original faz, montando um projeto detalhado com todas as características do chip a ser "imitado". Então, esse time é dispensado e, em seguida, reune-se um novo grupo que não tenha mantido qualquer contato com a equipe anterior ou com o projeto do componente original. Dessa forma, a segunda equipe desenvolve um produto baseado nas características registradas pelo primeiro grupo, criando um novo componente compatível.
Depois do lançamento do primeiro microcomputador Compaq em 1983, dezenas de outros fabricantes usaram essa mesma técnica. Algumas empresas como a American Megatrends (AMI) e a Phoenix Technologies começaram a comercializar BIOS compatíveis com aqueles que eram usadas no PC e centenas de clones apareceram no mercado. Os preços e os lucros caíram e a IBM transformou-se em apenas um dos concorrentes a lutar em um mercado extremamente competitivo.
Outra decisão do grupo de trabalho de Boca Raton tornou Bill Gates o homem mais rico do mundo. Para funcionar, todo computador precisava de um software básico chamado sistema operacional. A Microsoft, que havia sido contratada apenas para desenvolver uma versão da linguagem Basic para o PC, indicou para os executivos da IBM a Intergalactic Digital Research, fundada e dirigida pelo pioneiro Gary Kildall, que produzia o CP/M, o melhor sistema operacional da época.
Quando os representantes da IBM foram tentar fechar um contrato para usá-lo no PC, Kildall faltou à reunião, segundo diz a lenda, para passear em seu avião particular. A mulher dele, aconselhada por um advogado, recusou-se a assinar um acordo para garantir o sigilo da conversação e nem chegou a iniciar a negociação. Os homens da IBM perderam a paciência, desistiram do CP/M e voltaram a procurar a Microsoft.
Gates não perdeu tempo. Apesar de não ter nada para entregar, ele fechou um acordo para fornecer um sistema operacional. Então, a Microsoft bateu na porta de outra pequena empresa de informática, a Seattle Computer Products, e comprou, por US$ 50 mil, os direitos sobre um sistema operacional simples chamado QDOS (Quick and Dirty Operating System) que, depois de algumas melhorias, foi rebatizado de DOS.
De acordo com o contrato, a Microsoft cedeu o DOS e o Basic sem restrições quanto ao número de microcomputadores IBM nos quais os programas seriam instalados e, no início, não ganhou muito dinheiro. Entretanto, Bill Gates deteve os direitos autorais sobre o software e pôde cobrá-los de todas as empresas que produziram os clones que surgiram posteriormente. Desta forma, ele iniciou a construção do império que faturou mais de US$ 25,30 bilhões no ano fiscal encerrado em 30/06/2001 e que vale hoje US$ 318 bilhões.
Com o propósito de corrigir esses dois erros estratégicos, a IBM ainda tentou lançar, em 1987, um microcomputador que utilizava componentes e sistema operacional exclusivos, o PS/2. Mas era tarde. Os clones de sua invenção dominavam o mercado e a Microsoft já havia lançado uma interface gráfica para o DOS, o Windows.

Publicado por:
Andreia Medeiros nº55
Carina Pires nº 56
João Borba nº 60
Pedro Azevedo nº 61
Tiago Decq Motta nº 68
Vanessa Furtado nº 69

Wednesday, May 23, 2007

Welcome

Este blog foi elaborado no âmbito da disciplina de T.I.C